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Não obstante o
fato de as varizes serem um sério problema de
saúde, elas têm um cunho estético extremamente
relevante para mulheres e homens. As primeiras,
costumeiramente, procuram o especialista,
cirurgião vascular, pois além dos sintomas
causados pela doença, queixam-se do aspecto
estético das pernas. Em verdade, todo
procedimento feito no tratamento das varizes,
seja por doença avançada, seja por questões de
beleza, é feito em busca da melhor harmonia
física possível, mesmo naquelas varizes de
grosso calibre em que a preocupação é evitar a
piora progressiva dos sintomas e as complicações
próprias da doença varicosa.
Assim, para pequenos vasinhos, a escleroterapia
(conhecida como aplicação), consiste na injeção
de uma substância esclerosante (irritante local)
que promove a oclusão das telangiectasias (nome
dado aos pequenos vasinhos) que o organismo
incumbe-se de reabsorver. Desta forma, estes
pequenos vasinhos nunca “voltam”, outros podem
vir a se formar. Assim, cuidados como atividade
física sem impacto, o uso de meia elástica
adequada, entre outras precauções, são
fundamentais para evitar o reaparecimento do
problema.
As aplicações devem ser feitas uma vez por
semana pois, os vasinhos, tendem a desaparecer
alguns dias depois da sessão de escleroterapia.
O intervalo entre elas deve ser de, pelo menos,
cinco dias.
Nenhum repouso é requerido após o procedimento.
Hematomas são raros, porém, possíveis e
desaparecem completamente. Algumas pequenas
marcas podem permanecer após o ato, no local da
picada da agulha, desaparecendo cerca de três
dias após.
Alguns pacientes podem sentir uma sensação de
queimação, tardiamente, no dia do procedimento.
Não é habitual, porém, é normal. Locais em que
os vasinhos são interligados e, portanto,
recebem uma dose maior durante a aplicação podem
ficar um pouco hiperemiados (avermelhados) e
elevados. Isto desaparece completamente sem que
nada precise ser feito.
Pacientes de peles mais sensíveis podem evoluir
com algumas pequenas marcas que se iniciam com
uma pequena bolha que se transforma em crosta (como
a casca de um arranhão). Estas marcas são mais
demoradas para desaparecer, porém, como as
outras, não costumam deixar seqüelas.
Casos raros de alergia relacionados ao produto
aplicado são descritos como uma mancha elevada e
com coceira no local. Neste caso, outras
substâncias são aplicadas.
O tratamento, apesar de parecer simples, é de
difícil execução e depende, muito, da
experiência do profissional habilitado para o
procedimento; sempre um cirurgião vascular.
Veias um pouco mais calibrosas, chamadas de
microvarizes são de resolução cirúrgica, assim
como aquelas bem maiores que causam uma volumosa
protrusão tortuosa nas pernas. As primeiras são
tratadas com micro cirurgias e as outras com
cirurgia convencional para varizes,
eventualmente, com a necessidade da retirada das
veias safenas quando estas se apresentam doentes.
Em ambos os casos, as incisões cirúrgicas são
feitas de forma a provocar o menor desconforto
estético seguindo, sempre, as linhas de força da
pele para que a cicatriz seja, com o tempo,
igualada à tez levando a um resultado estético
excelente. É claro que a cicatrização e o
aspecto final da incisão dependem, e muito, da
pele de cada um, porém, com os cuidados tomados
durante o procedimento cirúrgico, os resultados
são muito satisfatórios.
Assim como os vasinhos, as varizes não “voltam”.
As pessoas que têm o problema apresentam uma
tendência, normalmente de origem familiar, em
sofrer dilatações venosas quando expostas a
fatores desencadeantes. Desta forma, medidas
preventivas devem ser tomadas para evitar o
reaparecimento das indejadas varizes. |